Texto retirado do site:
http://www.baixaki.com.br/info/273-windows-vs-linux-de-que-lado-ficar-.htm
O espaço no mundo da informática é cada vez mais disputado e os produtores de cada sistema operacional (Linux e Windows) especializam seus produtos, numa tentativa de adquirir uma quantidade cada vez maior de usuários.
Há alguns anos, a visão geral era de que, enquanto o Windows era um sistema operacional amigável e acessível, o Linux era algo reservado para usuários com um nível de conhecimento muito alto, que entendiam não apenas da interface do seu computador, como também das particularidades técnicas relativas ao próprio processamento de dados.
Sem dúvida, o principal motivo pelo qual a popularidade do Linux cresce a cada instante é o fato dele, por definição, ser gratuito. É um sistema operacional open source, que pode, ao contrário do Windows, livremente ser adaptado e customizado para cada usuário, dependendo de seu nível de conhecimento. Para a maior parte da população, essa possibilidade de alteração e edição não é interessante, pois ainda requer uma habilidade técnica consideravelmente grande.
Até injeção na testa
O primeiro aspecto a ser avaliado pelo usuário do Linux é a distribuição adequada às suas intenções. Existem dezenas de opções, desde aquelas mais amigáveis e simples, como Kurumin e Ubuntu, feitas para quem não tem intimidade com o ambiente Linux, até as mais complexas, como Debian e Slackware, orientadas para usuários com conhecimentos técnicos profundos.

A aquisição do Linux é muito simples. Usuários de conexão de banda larga podem baixar gratuitamente qualquer uma das dezenas de versões disponíveis, e aqueles que ainda utilizam linha discada certamente podem encontrar na banca mais próxima de sua casa uma ou outra revista que traz consigo, sem custo adicional, um CD com uma distribuição do sistema operacional em sua versão integral.
O Windows, por outro lado, é vendido normalmente, como um software qualquer. O custo, relativamente alto, é muito pouco atraente para usuários iniciantes. Redes de lojas que comercializam computadores estão, cada vez mais, optando por disponibilizar o Linux em suas máquinas, para reduzir seus preços e atrair mais clientes.
Primeira impressão
O primeiro contato que o usuário tem com o sistema operacional de seu computador recém-comprado é com a sua interface. Essa, tradicionalmente, é uma grande vantagem do Windows, cuja aparência sempre foi um foco de seu desenvolvimento. Porém, várias opções de ambientes gráficos alternativos estão revertendo essa situação, tornando o Linux um sistema operacional mais bonito, elegante e atraente.
Uma vez que o usuário se adapta à cara de seu sistema operacional, a compatibilidade com os programas mais úteis e populares torna-se o fator mais relevante. Este sempre foi outro estigma do Linux: o de não ser compatível com a maioria dos softwares utilizados pelo usuário padrão. Porém, os desenvolvedores notaram essa dificuldade de adaptação e, hoje em dia, qualquer distribuição Linux possui um sistema de gerenciamento de pacotes, que gera uma lista dos programas mais utilizados por usuários ao redor do mundo, e permite sua instalação de forma automática e simples.
Mas, para aqueles que ainda não estão satisfeitos com a facilidade crescente de encontrar seus softwares favoritos ou seus equivalentes para Linux, surgem diversas possibilidades de emulação do ambiente Windows, que permitem a utilização de programas individualmente ou até mesmo do sistema operacional inteiro.
Mesmo havendo essa possibilidade de rodar programas do Windows no ambiente Linux, essa troca ainda não é tão simples quanto parece. Jogadores vão se decepcionar com a perda de performance na tradução. O emulador de sistema precisa traduzir todo o conjunto de instruções de um ambiente para o outro, para então realizar a sua leitura. Esse é um processo que força muito a capacidade do computador, desvia recursos do pesado processamento de dados exigido para o funcionamento de jogos modernos, e, desta forma, acaba aumentando os requerimentos destes games, que já são normalmente altos.
Estes requerimentos eram um problema, pois uma boa parte dos equipamentos mais poderosos não era utilizável com o Linux, graças à incompatibilidade da arquitetura de hardware com o sistema operacional e à ausência de drivers. Hoje, a maior parte dos computadores pessoais é compatível com o sistema. Mas não se engane: isso ainda não satisfaz a necessidade de poder de processamento aumentada vertiginosamente pela emulação de sistema operacional.